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domingo, 27 de fevereiro de 2011

AUTO ACEITAÇÃO : SEMPRE ?

                          MENSAGEM DE EMMANUEL


Psicografia antiga e oportuna.
Por Rosane Amantéa em 22/10/1985


    
              AUTO ACEITAÇÃO:  SEMPRE ?
      



Que Jesus nos abençoe !

Dentre os apontamentos espirituais que urge compartilharmos com os irmãos, lembramo-nos daquele que se refere à auto-aceitação.

Todos nós somos caminheiros em busca da perfeição, movidos pelo combustível da esperança e da fé, confiantes num futuro mais promissor para a nossa alma e para a humanidade.

No afã desenfreado dessa busca, porém, encontramos, muitas vezes, a causa do desestímulo e da depressão. 

Isto porque, ao enxergarmos a magnitude da escada evolutiva que devemos galgar, atropelamo-nos quase sempre na ânsia de saltarmos alguns degraus para mais cedo atingirmos seu topo.

Há milênios temos vindo nos purgando, nos burilando e aprendendo com experiência de que tiramos proveito. 

Já fomos os inimigos do bem no outrora. 

Já semeamos o ato infeliz, o crime e a discórdia, a intriga e o ódio.

Na posição que ocupamos atualmente, em nos espelhando em situações indignas que vemos em outrem, relembramos nosso passado conspurcado e anelamos, com vemência, nos despojarmos dessas seqüelas morais que identificamos em outras almas, com mais urgência e presteza.

No entanto, irmãos, consideremos sinceramente que já não somos tão maus como já fomos.

Nossos ideais já não são sombrios como os d’outrora, baseados na satisfação do amor próprio, da vaidade e da ambição.

O mal já nos faz retroagir quando o sentimos próximo a nós. Já somos cautelosos com nossos procedimentos e nossas palavras.

Mudamos muito! Bendito seja o Pai que nos permite desfrutar da oportunidade da vida para que aprendamos a crescer!

No entanto, observamos que um diminuto acidente na compreensão global desse processo evolutivo, qual seja o desejo desenfreado e desesperado de se chegar muito brevemente aos degraus iluminados pode nos trazer conseqüências que não esperávamos mais trazer ao nosso campo de vivência: a vaidade e a presunção , a indiferença com os que consideramos menos que nós e a tendência a uma autosuficiência exagerada.

Já conhecemos o Evangelho, os caminhos de uma reformulação interior, já auscultamos nosso íntimo e desejamos realmente nos movimentar mais acirradamente pela estrada do aperfeiçoamento.

Muito justo e louvável ! Realmente, urge sermos mais decisivos e fortes neste combate que travamos com o nosso passado escabroso. Faz-se necessária a pressa. Não se pode mais perder tempo. Nosso espírito reclama a luz que ainda não conquistou plenamente.

Contudo, convenhamos, somos ainda tais quais infantes perante os anjos. Nem por isso, porém, somos seres imundos, como milhares ainda, mas sim, vidas expectantes de luz, em trajetórias coletivas rumo à perfeição.

Mesmo que já nos tenhamos afastado da podridão que ainda macula muitas das almas da esfera terrestre, guardamos, contudo, em nosso coração, os sobreviventes germens do egoísmo e do orgulho:

- Uma ofensa ainda nos afeta, uma contrariedade ainda nos desequilibra, um gesto impensado de alguém pode revolver o campo de nossas sensibilidades e trazer de lá de seus fulcros mais íntimos a revolta, a mágoa ou a cólera.

E, muitas vezes, quando nos apercebemos dessas nossas fraquezas que ainda portamos, ao invés de reconhecermos humildemente a nossa fragilidade e pequenez espiritual, lutando por nosso aprimoramento, e nos levantarmos dignamente de cada queda e continuar, caímos no erro ou de nos revotarmos com a crítica alheia ou ainda de nos sentimos derrotados, envergonhados, e caindo às vezes na incredulidade em nós mesmos, cobrando-nos exageradamente, ou nos flagelando moralmente como se não tivéssemos mais o direito de errar.

Meus irmãos, procuremos não falhar. Mas se porventura em algum momento falharmos, não falimos ! Apenas um tijolo que já estava sedimentado na construção de nossa evolução resvalou-se e deixou a brecha para ser reposto.

Justamente aí reside a nossa ânsia de vos alentar quando tristes, lembrando-vos que basta reparardes vossos erros pendentes, vigiando vossas condições morais que ainda vos tornam passíveis de cair.

Estas lacunas que se evidenciam nesses momentos de autoanálise deveriam, então, representar a nova bandeira de luta íntima: o esforço em, novamente, acimentarmos a argila quebrada de nossa edificação espiritual e vigiarmos para que novamente não haja acidentes irremediáveis ou de difícil reconstitução a curto prazo.

Referimo-nos,então, de forma bem criteriosa quanto ao que nos propusemos entretecer nestas linhas: a necessidade da auto-aceitação.

A necessidade da humildade de nos reconhecermos ainda frágeis e com direitos do perdão do Pai e das possibilidades de recomeços e ronstruções sim, com uma capacidade imensa de nos retificar e nos fortalecer a cada circunstância adversa que ocorra por invigilância nossa, mas sem o falso álibi eternizado de que somos humanos, portanto passíveis de erros e assim errarmos mais, por gosto e propósito e por nos desculparmos sem maiores reflexões em torno das consequências de nossos erros.

Olhemos para dentro de nós e nos lembremos como dantes éramos. Feito isto, vejamos o alívio que nos advém ao nos reconhecermos melhores, se essa for a nossa realidade.

Assim será mais fácil entender a 'queda' como 'oportunidade de aprendizado', como experiência que nos amadurece e nos prepara para um futuro espiritual mais estável no terreno do equilíbrio e da harmonia íntima tão necessários.

Desta forma conseguimos nos amar e nos perdoar e aceitar a nossa carência ainda de todos os valores que poderiam nos enaltecer de forma mais absoluta.

Enfrentemos a verdade de nossa pequenez, mas sustentemos a chama da perseverança em caminhar e aprender mais acesa em nossos corações.

Auto aceitação, então, é um capítulo de nossa trajetória evolutiva a ser estudado e considerado, como uma ferramenta psíquica de nos estilular ao nosso progresso moral.

Mas não utilizado como 'desculpa' para 'errarmos mais' ou 'errarmos sempre', com a certeza de que somos eternamente afagados pelas mãos de Deus.

Olhemos, então, a questão, por esse prisma, também.

As oportunidades de redenção serão eternas sim, mas as oportunidades podem ser mais difíceis do que sempre foram, caso sejamos muito resistentes a uma verdadeira reformulação interior.

Agindo e pensando com bom senso sobre aceitarmos em nós o que pode ser mudado, não nos consideraremos ainda deuses, mas forças divinas em potencial, rumando nesta direção.

Mas se aceitarmos demais os nossos erros, como eternas crianças que nunca desejam crescer, permitindo-nos muitas chances mais de errarmos, lembremos, então, que as facilidades divinas poderão rarear e tornarem-se mais desafiadoras, para que possamos dar a nós mesmos o ensejo de sermos mais amorosos com nossas próprias vidas, ante as dores que passaremos, forjadas pelas nossas próprias escolhas e pelo ritmo lento que se lhes emprestamos.


Diante desse bifurcamento do tema da auto aceitação, ponderemos: 

Até quando aceitar em nós essa ou aquela característica ? E, quantas elas são ?

Ao responderdes no imo de vossa alma essa questão tereis levantado mais um dos véus que poderão vos conduzir à real angelitude do ser:

- ' O da autoaceitação de que precisais aceitar e corrigir o quanto ainda estais a errar !'

Jesus vos abençoe!

Paz !



                                               Emmanuel


                                                      

Mensagem psicografada por Rosane Amantéa  em 22/10/1985, na Comunhão Espírita de Brasília.




                                                                                          2011Rosane Amantéa
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

TRABALHO É SOLUÇÃO !


 
MENSAGEM DE EMMANUEL



TRABALHO É SOLUÇÃO !




Que a Luz Bendita do Mestre jorre agora em vossos corações!

Quando a tristeza invadir as horas de vossas vidas ainda emolduradas de tantas viciações emocionais e contingências humanas naturais, ainda de permeio às necessidades da vida carnal para a evolução espiritual, lembrai-vos daquele que mantinha o olhar fixo na imensidão e suportava as punhaladas físicas e morais de quantos irmãos que, em sua ignorância, não enxergavam a sua luz, mantendo-se sempre ativo e à disposição de todos quantos o procurassem, ajudando quanto podia, o que o auxiliavva a enfrentar as horas tristes e as traições do mundo hostil que o espreitava.

Se as imagens do tédio e da amargura ou a sensação de fracasso povoarem os painéis de vossas mentes, não permaneçais longo tempo nessas divagações, pois que retiram de vossa energia vital os mais valiosos recursos reservados para  a vossa provisão energética e espiritual.

Sejam quantas vezes tiverdes caído e tantas quantas ainda cairdes, em decorrência da vossa permanência nas esferas de lutas materiais, por onde as trevas destruidoras sempre tentam vos assolar, em vossas psicosferas mentais e emocionais, tantas serão as vezes que tereis que levantar o ânimo e fazer das quedas as bases para a construção espiritual sedimentada pelos tijolos da experiência.

Nada vos faça parar na marcha abençoada do vosso burilamento moral e na vossa dedicação ao próximo!

Os momentos de angústias são paisagens estagnadoras em que vossas mentes ainda estagiam, sempre repletas de sensações dos resquícios de memórias do vossos passados.

O estágio evolutivo que vos alberga os espíritos permite ainda que, por vezes, desequilibrei-vos emocionalmente, conquanto, ainda assim, é a misericórdia divina que permanece agindo ao vos conceder momentos de vida humana em que esses vários paradigmas emocionais de instabilidades e dúvidas possam propiciar auto-análises, mais detidamente, para que possais retificar atitudes e conceitos estabelecidos indevidamente em vós.

Para todos estes momentos de transe mental em que, por instantes, perdeis a direção de vossos pensamentos e de vossos objetivos, o remédio é o ''Trabalho'!

O 'trabalho', como quer que se vos apresente, seja na forma de um serviço doméstico a implorar a vossa mão cuidadosa, ou o cumprimento através de palavras emitidas no veículo telefônico a alguém que vos cobra a tolerância de ouvir seus redemoinhos particulares de sofrimento, bem como na forma de preces revitalizantes que sempre vos são pedidas, serão também 'trabalho', na medida em que irradiem fluidos benfazejos às criaturas humanas e rearmonizem o ambiente em que respirais.

Crises tereis sempre, enquanto vossos espíritos não se rejubilarem no banquete celeste de quando tiverdes alcançado já os estados sublimados da alma. Os desequilíbrios fazem parte do aprendizado enquanto veículos de observação e retificação para o progresso espiritual.

O que não vos pode perturbar, porém, é a sua persistência em vos desviar das trilhas que já tendes escolhido, através da retroalimentação imprevidente e viciosa de pensamentos, sentimentos e ações menos dignas que tomam tempo, paralisam as ações frutíferas, descambando para a ociosidade e consequente estado depressivo.

Fazei a invocação imediata do trabalho quando surja a emoção doentia, o sentimento frustrado, a tristeza e a dor moral, e mantende a 'persistência' nele, ao que se chama  'prevalência' de vós mesmos sobre o mal que vos deseja abater e vos anular.

  Em suas várias modalidades, será sempre o 'Trabalho" a expressão mais gratificante de todas as amorosas ferramentas de auxílio às vossas almas instáveis e vulnerávies às circunstâncias que vos abalam com frequência nestes desfiladeiros de dificuldades da vida terrena.


Trabalho ! Sempre a melhor solução !


Promove o esquecimento do mal, a alegria pelo bem que gera, recicla as energias físicas e saneia a mente e o coração !
 
Que a paz perene de Jesus vos envolva  a cada desafio de vossas vidas, promovendo mais forças em vosso espírito e mais empenho no trabalho de vossas próprias alforrias das vidas atribuladas dos mundos de redenção!

                                            

                                      EMMANUEL
                                            


Mensagem psicografada por Rosane Amantéa em 30/07/1984, na Comunhão Espírita de Brasília.


©2010Rosane Amantéa   
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O BEM É O QUE IMPORTA !


                          MENSAGEM DE EMMANUEL




                                   O Bem é o que importa !




Quando soa o instante de as almas recuperarem suas paralisadas possibilidades de ascensão sempre chegam os recursos necessários a este empreendimento evolutivo através da inspiração amiga dos amoráveis protetores de cada ser na Terra, que sempre estão a postos para impulsionarem a sua evolução, quando a alma se eleva e pretende novamente se reerguer para frutificar e amar.



Contudo, uma alavanca moral deve ser o verdadeiro impulsionador da evolução: o de "desejar" verdadeiramente "auxiliar"!



Nunca nos faltará a mão do Mestre Amigo eternamente estendida para nós, quando cansamos de nos debater e nada realizar, ou quando estamos enfrentando as imolações naturais da vida humana.  Mas, muitas vezes, é a nossa própria mão que não consegue alcançá-la, pois que jaz atrofiada ao lado da nossa alma ociosa!


Deus nos outorgou o arbítrio de decidirmos sobre nossos destinos.


Cada gesto, hoje, de amor, no entanto, é bom que se saiba, será sempre o remédio  merecido, no futuro, quando nossas almas, ainda no caminho da regeneração, suplicarem auxílio num momento de testemunho.


Auxílio sempre existirá àquela criatura que roga ao Pai, seja com palavras, com trabalho ou com atitudes, atraindo as bênçãos do Divino Senhor.


Aquele, porém, que se liga ao Criador de maneira orgulhosa e mui frequentemente descrente das reais manifestações do Poder Divino, espera respostas imediatas e egocêntricas e, quando não as recebe, julga o que não entende, pois não reconhece sua própria carência de elos de contato com o mundo espiritual.


Sempre que estivermos à beira dos desafios expiatórios urge que, paralelamente à oração que suplica auxílio, coloquemos nossos próprios recursos de sintonia através do bem e da humildade, à disposição dos amigos espirituais, para que consigamos promover a nossa própria felicidade.


Quantas vezes oramos e, em seguida, estamos a negar um favor que nos era possível realizar. Pedimos ajuda e  proteção, e passamos ao lado do irmão faminto, sofrido, estendendo-nos as mãos desgastadas pelo sofrimento ou pelo trabalho árduo, com a indiferença de quem ainda não reconheceu que a "humanidade" é a seara onde devemos plantar o amor para colher o próprio bem.




O egoísmo ainda é a chaga primitiva e renitente das almas em evolução!


Queremos a própria melhoria de todas as nossas dificuldades mas não nos dispomos a, por estarmos com nossas cruzes pesando sobre os nossos ombros, ajudar o irmão que ao nosso lado carrega outras mais pesadas.


Não esperemos estar isentos de dor e problemas para auxiliarmos aquele que renteia conosco a existência!


O momento de realizar o bem é sempre "o aqui e o agora"e, por outro lado, sem nenhuma expectativa de sermos recompensados em nossos gestos de amor!


Se é a desilusão pela falta de reconhecimentos dos homens que te impede de avançar na senda das boas ações, lembra Jesus que lançou suas luzes a todo o orbe sem selecionar aqueles que o entenderiam, mas dando a todos a mesma chance de receberem oportunidades de ascensão e esclarecimento.


Vai em frente na boa plantação, mesmo que alguém, após ti, venha arrancar a semente que plantaste no terreno da fraternidade!


Não esperes condições propícias, situação financeira estável, horários organizados e liberdade irrestrita para começar a produzir no bem.


Começa "agora", com a palavra amiga ao que chora mais do que teus olhos choram, com o conselho útil a quem não tem com quem se orientar, com o sorriso afável aos que andam de pés descalços te esmolando moedas que talvez não possas dar, mas que se sentiriam inebriados com um “Bom dia” que pronunciasses aos seus ouvidos, acostumados a não receberem consideração de ninguém.


Podes fazer o bem, qualquer que seja tua situação!


Mesmo doente, tua mente pode recitar uma oração em favor de tantos como tu.


Mesmo com as horas contadas no dia-a-dia agitado dos tempos atuais, podes amar teu semelhante de mil formas que se nos aparecem a todo instante: a compreensão no local de trabalho ante companheiros irritados, a paciência para com aqueles que ainda não dispõem dos mesmos recursos de educação e polidez que já conquistastes, a tolerância para com os defeitos alheios que ainda irritam nossa alma materializada, o perdão ante as calúnias que sejam desferidas contra nossa pessoa, injustamente.


Podemos agir muito no "Bem" !


A relação necessária, porém, que precisamos considerar para que isso aconteça, é a nossa própria "mudança interior".


Se mudarmos, tudo mudará ao nosso redor!


Se formos melhores, semearemos exemplos por onde os nossos pés caminharem!


Se nos ligarmos ao Pai, nossa vida será sempre enriquecida de luz e proteção e, ao nosso convívio, quantas almas receberão alívio e orientação, fé e reconforto!


Todos se aconchegarão ao teu regaço quando te reconhecerem como irmão sincero e disposto à cooperação em qualquer circunstância.


Assim, somente assim, vencendo o egocentrismo e vivenciando o amor em sua plenitude, estarás criando as próprias condições de auto-recuperação, seguindo para Jesus com mais equilíbrio e com mais presteza para os reinos da Paz!


A forma da felicidade futura é o amor universal, é a caridade incondicional!


Não foi por outro motivo que um dia o Mestre querido asseverou: “-Fora da caridade, não há salvação!”





Deus nos abençoe!



                                                           Emmanuel



Mensagem psicografada por Rosane Amantéa em 11/12/1989, na Comunhão Espírita de Brasília.



©2010Rosane Amantéa   
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

SABER E APLICAR !

 
                                  MENSAGEM DE EMMANUEL

                                   
                                  SABER E APLICAR !




Necessário sempre se faz colocar em prática a 'instrução' concedida por empréstimo da Misericórdia Divina.


Quantos testes do caminho põem à prova as nossas reais disposições de nos auto-transformar!



  

A cada dia, a cada minuto, surgem preciosas oportunidades de realizarmos o que aprendemos e a nossa acomodação continua em torno daquilo que julgamos 'conveniente' para nossas almas imperfeitas.



Este é o conceito-chave que tem sido utilizado para que os agravos de cada situação cometida venha a desculpar os nossos desatinos e as nossas quedas.


Somos sim almas ainda imperfeitas, mas temos, porém, conhecimento espiritual já incorporado às nossas mentes.


Portanto, grande é a responsabilidade da alma imperfeita que 'sabe', que 'conhece', que 'já visualizou sua tarefa restauradora de si mesma'.


A despeito, pois, de nossas fraquezas, de nossos erros e desvios, saibamos nos reerguer com a dignidade de quem se reconhece imperfeito, mas que almeja o bem total, tentando, contudo, não repetir o erro e não recapitular situações que já trouxeram seu ensinamento.


Muitos de nós temos nos acomodado milenarmente na trajetória de ascensão, movidos pela infinita paciência para com nós mesmos.


Não é, porém, este comportamento, aquele que nos enriquece.


É sim na luta que travamos com nós mesmos, no degládio feliz com tantas torpezas de nossos espíritos, que encontraremos o caminho que conduz à plenitude da perfeição.


Coloquemos em prática, no dia-a-dia, os ensinamentos já trazidos pela espiritualidade superior, entendendo que são relíquias para nossa alma tais oportunidades de "saber" para "aplicar".


No afã de nos desvencilharmos, porém, de nossos entraves morais, não descambemos para a depressão que avassala corações despreparados.


Reergamo-nos, a cada dia, na auto-aceitação construtiva, que sabe ver-se 'hoje' com uma lacuna no espírito, mas 'amanhã' com uma edificação levantada pelo aprendizado incessante.


Que o Mestre de todos nós possa estender suas luminosas mãos sobre todos, fazendo recair suas bênçãos sobre nós, estas almas carentes, que desejam, um dia, chegar ao mesmo lume de perfeição que brilha em seu radiante coração.


Muita paz!

 
Emmanuel

          

Mensagem psicografada por Rosane Amantéa, na Comunhão Espírita de Brasília, em 1985.


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terça-feira, 7 de setembro de 2010

PRUDÊNCIA SEMPRE !


                         MENSAGEM DE EMMANUEL



                                   PRUDÊNCIA SEMPRE !




Imprimir prudência ao vosso proceder cotidiano é, com certeza, providência indispensável a todos os irmãos encarnados em romagem de aprendizado na Terra.


Mormente nos dias em que a humanidade escolhe temas diversos para os festejos ou reuniões que lhes canalizem as tensões, é muito difíicil não vos envolverdes compulsoriamente com as ondas vibratórias às quais vos agregais espiritualmente, a partir de vossas escolhas quanto a comportamentos e atitudes.


Ter segurança e maturidade diante das diversas situações que a vida carnal apresenta é um objetivo que depende do exercício constante da meditação em torno das atitudes próprias, estudando com cuidado as possibilidades que temos de avançar ou estacionar.


Tudo o que nos ocorre na existência terrestre, se devidamene analisado e pesado na balança do discernimento, serve-nos a que, cada vez mais, paulatinamente, consigamos nos equilibrar emocionalmente e entender, efetivamente, tudo aquilo que nos acarretará desvantagens ou vantagens na conta corrente de nossa evolução.


Quando surja um ensejo de desvendarmos o lado vulnerável de nosso ser psíquico, em forma de alegria desvairada ou de vaidade exacerbada, de excessos de toda e qualquer ordem, nas palavras ou nas ações, oriundas de nossa eventual invigilância, é importante ter lucidez do nosso retrato interior e observar se ele nos agrada, como também, aos que nos acompanham.


Todos aqueles que já conseguiram espiritualizar-se o suficiente para enfrentarem o desafio de optarem entre o que lhes possa ser mais proveitoso e o que lhes seja supérfluo ou infrutífero, tem condições de usufruir de seu livre arbírtrio, contra ou a favor de si mesmo.


O ser espiritualizado é também, como qualquer um de seus filhos, livre, diante do Pai e do mundo espiritual.


Nada lhe é vedado e não existem ordens nossas com aparência de impecilhos, que possam lhe tolher as atitudes e os anseios.


Contudo, pesa-lhe, em forma de suave cruz, que o incomoda na execução ou na expansão de seus planos ou atos impensados, a própria luz da Razão.


Ou seja, aquele sinalizador íntimo que adverte seu ser das incoerências de si mesmo, frente ao tribunal de sua consciência, geralmente frenador dos atos daquele que já sabe pautar a sua vida nos exemplos de luz.


A alegria, o lazer, as opções do mundo profano, os festejos de qualquer comemoração ou por quaisquer motivos da convivência humana, todas as formas de usardes o vosso livre arbítrio, como as vossas tendências profissionais, projetos e toda sorte de experiências humanas e afetivas, como também todas as vossas iniciativas na área de estudos e pesquisas, atuações e comunicações, planejamentos todos que partem de vossa alma, são dignos de nosso entendimento espiritual, já que são os laboratórios da experienciação evolutiva.


Qualquer movimentação produtiva ou restauradora do espírito merece respeito por parte de todos, seres espirituais e seres encarnados, inclusive daqueles que não lhes endossam as finalidades questionáveis.


Não nos cabe criticar aquilo que representa para uma sociedade operosa, um oásis de satisfação íntima, uma escolha de rumos, de esquemas de vida e de participação nela.


Entretanto, cabe-nos o dever constante de nos posicionarmos perante tal, como semeadores da luz divina no terreno de vossos espíritos.



Cabe-nos assumir uma postura espiritual diante dos apelos do mundo material que vos convidam a vários desatinos, sem que disso todos se apercebam.


Podeis ser partícipes de todo e qualquer evento digno, conquanto seja este aureolado de equilíbrio, harmonia geral e moderação.


A noção exata do que pode ou não vos prejudicar, ou ao vosso semelhante, ou seja, as consequências de vossas liberdades individuais, contudo, nem todos tem visão ampla para perceber.




Ao menos, a todos os irmãos que desfrutam dos legados espiritualistas e educativos da alma, devemos lembrar, então, que tudo quanto " não constrói ", nas flutuações de vossos inúmeros setores de ação humana, merece nossas preocupações, no exercício de nossas responsabilidades como vossos condutores e, portanto, a nossa interferência providencial.


Se a prudência não se apresenta em nosso discipulado, ela deve partir de nós, agindo na contramão de vossos propósitos desastrosos.


Muitas vezes devemos conter vossos ímpetos impensados, como amigos amorosos que somos, estando observando o final infeliz de vossas articulações das programações várias de vosso dia-a-dia.


Outrossim, melhor evitardes consequências desnecessárias de qualquer intento inútil ou incoerente, pela vossa própria dedução inteligente.


Quando despontar uma necessidade de partirdes em busca do prazer por si só, ou perda de tempo e energia, através de atitudes, comportamentos, programações quaisquer ou obras casuais, apenas na busca de satisfações ilusórias e efêmeras, ainda podendo estar agredindo ou importunando vossos irmãos de caminhada, buscai vos aprovisionar das lições imorredouras, na luz do discernimento e sensatez, prudência e ponderação, para percorrerdes, com o êxito almejado, o roteiro escolhido para trafegardes.


Com esta luz perene a vos guiar por entre os escolhos da caminhada humana, com os quais, certamente, sempre ireis vos deparar, será mais seguro fazer escolhas sábias em qualquer setor de vossas vidas humanas e antecipardes, com a visão clara dos que já contemplam o futuro de ascensão de todas as almas, as consequências irrevogáveis de todas as vossas ações.


Quaisquer que sejam, portanto, as vossas opções perante os naturais convites da vida material, fazei do vosso conhecimento espiritual os faróis do bom senso a vos sinalizarem os perigos da marcha terrena e a vos advertirem sobre as armadilhas possíveis de vossa mente distraída, em forma de consequências desagradáveis, que, possivelmente, naõ haviam sido cogitadas.


Acima de tudo, que possais vos envolver sempre em orações sinceras por vós mesmos e por todos os vossos cometimentos e ações, de ordem social e profissional, no âmbito de comunicação e estudos, e inclusive nas opções de lazer e distração, pedindo, também, pelos irmãos de caminhada que não lograram, ainda, conter os seus pendores menos dignos nestas todas oportunidades.


Respeitemos e amemos, por nossa vez, através de nossas fraternas vibrações, todos vós que ainda descambais nas desafortunadas aventuras do desalinho e descompromisso espiritual.


Auguramos sempre, para vós, a paz da consciência tranquila, pela redobrada vigilância e premonição quanto ao amanhã de vossas opções do hoje !




                                       Emmanuel



Mensagem psicografada em 11/02/1986, por Rosane Amantéa.



                                       ©2010  Rosane Amantéa
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